UM DIA DE APENAS… * A day of just…

 

Aninhe-se às  almofadas aquecidas de sol,
alise com os pés o tapete, como se mimasse o lençol...
Coma biscoitos sem pressa, sem alvoroço,
deguste um,  dois, depois outro e  outro...
Sente-se no sofá, como um garoto, escorregue devagar,
a posição é essa! Onde a cabeça chegar!
Ouça os ruídos do corpo, desfaça-se das golas,
deixe  a confusão do mundo pendurada no varal de fora.
gato
Permita-se cochilar profundo, de qualquer jeito,
como se a coluna não apresentasse defeitos,
Como se a vida soasse só e no seu peito.
Não faça contas ou projetos,
ignore as asperezas dos insucessos...
Aquela música  enxuta pelo tempo,
escute-a  muitas vezes, até  que prevaleça o  silêncio.
A tarde  passou como curso d'água,
a noite  terminou embaçada...
Foi um dia de apenas, tão simples quanto sonhar.
Simplicidade que apaga ontem, se a gente vacilar.

Ana de Lourdes Teixeira - Junho, 2017

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