DO BREVE CAOS À BRISA

Poesias e Cia - Ana de Lourdes Teixeira

Bateram a minha porta, estava sozinha, pensava em tudo que poderia ter sido diferente, mas mesmo presa a esses pensamentos abri a porta devagar, tentando adivinhar quem poderia estar do outro lado, talvez o vizinho, o carteiro ou entrega sem aviso. Mas não era nada, não era ninguém. Na realidade penso que nem bateram na porta, quem sabe o vento tenha dado essa impressão…

Sentei-me novamente e aguardei. Tinha esperança que alguém pudesse chegar de maneira silenciosa e quem sabe, num só abraço pudesse dizer a saudade que tivera de mim.

Esperei por longo tempo, fitando em direção a porta segundo a segundo, mas o vento não retornou para dar notícias.

Olhando pela janela apenas o trânsito dava movimento as ruas, os carros piscavam com faróis brilhantes, eu tinha a impressão que acendiam tentando marcar um encontro. O ar estava frio, o céu cinzento e estático, parecia cansado e cheio…

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